Os vilões do FOCO

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Magnifying lens over grey teamwork with red leader

No dia 2 de abril, acordei as 6 da manhã aos sobressaltos. Tinha uma lista enorme de tarefas a concretizar antes da viajem do dia 4. O meu cérebro estava a mil a horas. Não conseguia prestar atenção em nada. Comecei a trabalhar as 7 e uma hora e meia depois, não tinha feito nada de concreto. O olhar constante para a lista, com todos os itens assinalados a vermelho estava a me deixar agoniada e sem energia. O bloqueio ia tomando conta de mim e aumentar a minha inação. 

Levantei fui a casa de banho molhar a cara com água fria. Esta ação pareceu-me injectar um pouco de energia, que acabou por desaparecer mal sentei a frente do computador. “É meio dia e ainda não concluí nada”, pensei ansiosa. Parei. Consciente de que não ia conseguir fazer nada se mantivesse esse padrão, decidi desligar-me do assunto e ir cuidar do almoço. As 13.00 já estava fresca. Voltei ao assunto em modo de reflexão. Lembrei de uma frase sobre a divisão da atenção.  A diferença de dedicar 10% de atenção a 10 coisas ou 50% de atenção a duas coisas.” Esse raciocínio abriu uma janela que me levou a perceber que se mantivesse assim, não ia fazer nada até a hora da viagem.

Lista do que não fazer

A dica do Coach Simão Gama de elaborar “a lista do que não fazer” foi chave. Analisei quais as coisas que se não fizesse, não haveria consequências e se houvesse seria de menor escala. Curiosamente era a maioria da lista. Risquei as com prazer. A lista ficou reduzida para 3 coisas. Coloquei as por ordem de importância. Quando comecei a primeira tarefa, saíram-me do radar as outras 2 e toda a lista que me consumia. Consegui focar 100% naquilo até ao fim. Curiosamente, terminei as três tarefas essenciais em menos tempo que imaginei e ainda consegui concretizar a metade da lista de forma descontraída. 

O que aconteceu comigo foi uma espécie de “ sequestro mental”, ou seja as preocupações em que eu estava concentrada, bloquearam-me a mente e deixaram-me sem espaço de manobra para encontrar soluções. 

O que o Foco tem a ver com uma fotografia? A arte de  fotografar é a arte de escolher, uns dizem “o elemento a considerar”, outros dizem “ o elemento a eliminar”. Fotografia é definida como a primeira edição no ato de registar uma imagem. Foco é “o eliminar tudo menos o essencial”. É a capacidade de desligar das irrelevâncias, deixando apenas uma ou duas coisas que não podem faltar na imagem.

Com esta experiência percebi que existem três coisas a ter em consideração quando precisamos do foco no caos do excesso de informação ou escassez. 

Dizer não, priorizar e ter a clareza eliminam os vilões do FOCO

Dizer não. Definir o que não fazer, de preferência por escrito. O exercício de passar da cabeça para o papel alivia. Eliminar um conjunto de preocupações do  radar, liberta uma grande quantidade do espaço mental que permite a concentração no essencial e afastar o pior vilão do FOCO. A ansiedade.

Priorizar entre as muitas coisas a serem feitas a que tem mesmo que ser feita. Pode ser feita de acordo com o avanço que cada um pode dar em seguimento de algo, a gravidade das consequências da não concretização de cada uma, o poder alavancador de cada um, o problema que cada um resolve entre muitos. O mais importante é decidir e seguir em frente com as ações sem mais demora. Outro vilão do FOCO é excesso de opções ou igual a importância. “quando tudo é importante, nada é importante”.

Clareza da razão de cada uma das tarefas e a contribuição delas para algo concreto. Essa sensação vai ativar a motivação, um excelente combustível para o foco na ação. O vilão tato se deu como se dá, atrapalha realmente o FOCO. “Quem tem um porque enfrenta qualquer como” mostra como ter uma razão por de traz da ação atrai a atenção.

Manter o foco implica a  disciplina que é a capacidade de retardar a compensação, o autocontrolo, a capacidade de gerir o pensamento, as emoções que favorece as ações, a priorização, a capacidade de eliminar o não essencial, a clareza do objetivo que permite a definição da intenção, fonte da motivação e o controlo da atenção que permite alargar ou atrair a sua área de influência ou de atuação. Isso depende da colocação da tenção no problema ou na solução, no que pode fazer ou nas dificuldades  de o fazer. “Aquilo que colocar a sua atenção tende a progredir”.

Como eliminei outros vilões do FOCO

Conteúdos sobre o FOCO permitiu-me identificar um conjunto de técnicas que estão a me ajudar  a treinar e melhorar esta habilidade e manter o autocontrolo em situações de coas e desordem.

Definir Bloco de tempo de 50 minutos e 10 minutos de pausa, permite-me reativar o foco. Desligo do que estou a fazer, bebo água, faço alongamentos e relativo a energia. Volto a trabalhar com mais foco. A baixa energia é um dos vilões do foco.

Controlar as distrações obrigou-me a desligar as notificações das redes e dos aparelhos durante a hora do foco. Estou a treinar o hábito de ter horas marcadas para navegar na rede, atender e fazer chamadas e outras situações que se acontecerem a meio do que estou a fazer atrapalha a minha atenção. Notificações de aparelho, redes sociais, chamadas telefónicas são vilões poderosos do FOCO.

A consciência das distrações emocionais, permite-me estar atenta às emoções que aparecem no radar mental e a razão delas estarem a piscar. Quando uma emoção insiste em estar presente, ignorá-la é alimentá-la. Preciso identificá-la, compreender a razão da sua existência e resolvê-la. Caso contrário ela se transforma num dos pires vilão do FOCO. Suga a energia, aumenta a ansiedade e gera bloqueios.

Instalar o

 tarefas antes de passar outra reduziu consideravelmente carga de pressão mental. O meu perfil comportamental acentuada na necessidade de novidade identifica-me como pessoa com um maior entusiasmo no arranque das coisas de que na sua conclusão. Por isso perco facilmente o foco, navegando de coisas em coisas, o que a longo prazo gera-me inúmeras gavetas abertas e uma espécie de mudo as costas, o que suga o FOCO. Essa consciência permitiu-me treinar o hábito de concluir e de priorizar, bem como o de dizer não, razão pela qual os meus resultados têm aumentado exponencialmente.

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