Não tem tempo ou não é prioritário

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Quando alguém diz que não tem tempo, está a dizer que algo não é prioritário. Todos nós arranjamos tempo para aquilo que é importante para nós. As coisas pelas quais conseguimos arranjar sempre tempo estão armazenadas na nossa mente de forma que assumimos o compromisso de guerreiro “ou fazemos ou morremos a tentar”.

Vamos tomar como exemplo a situação da sua saúde. Se lhe desse uma dor terrível agora, consegueria arranjar tempo para ir ao hospital a fim do médico de lhe passar um medicamento para aliviar a dor? Mas entretanto, se alguém te sugerir fazer exercícios físicos para melhorar a tua saúde, podes pensar “não tenho tempo”. Ou se te sugerem descansar para recarregar as baterias, tens este pensamento. O que queres dizer com isso é nada mais nada menos que a tua saúde não é importante.

Tomemos a aprendizagem como outro exemplo. Há pessoas a falta de tempo como razão para não aprenderem novas competências ou até para melhorarem competências essenciais para um bom desempenho profissional. Imaginemos que essa pessoa sente que a sua promoção e aumento de salário está a distância de domínio de uma nova língua. Vai ou não arranjar tempo para aprender essa nova língua?

Talvez por isso, faz sentido a regra 80/20 de Wilfredo Pareto, 80% das coisas importantes são feitas em 20% do tempo. Isso significa que gastamos 80% do tempo com 20% das coisas. Se colocar a tua saúde e o teu crescimento no grupo de 80/20, serás certamente mais bem sucedido. Está comprovado que pessoas que cuidam da saúde e que estão em constante desenvolvimento pessoal produzem mais que as que não fazem.

A TRIADE do tempo sugere que a distribuição ideal do tempo seria (70% com coisas importantes, 20% com coisas urgentes e 10% com coisas circunstanciais). Para isso é importante saberes quais são as coisas realmente importante na tua vida, caso contrário vives em piloto automático e é provável que a longo prazo te transformas num bombeiro, em que tudo é urgente.

Para demonstrar a importância da consciência do uso do tempo, (Jiri Tomam 1980), demonstra que uma pessoa que vida de 72 anos, dorme 22, trabalha 10, gasta 6 a comer, o que somado dá 38 anos. O que aconteceu aos restantes 34 anos, questiona o autor? Embora hoje tenhamos outra perspetiva da vida, continua a ser interessante refletir sobre isso a partir do seguinte ponto de vista: uma pessoa que gasta 2 horas todos os dias a navegar na rede, entre 22 e 72 anos, quanto tempo desperdiça?

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