COMO LIDAR COM AS EMOÇÕES NAS ORGANIZAÇÕES

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Um número significativo de pessoas que procuram os meus serviços chegam a mim a acreditar que existem dois mundos. O mundo pessoal e o mundo profissional. Desses, um número significativo olha para as emoções como assuntos do mundo pessoal. 

Acontece muito com as pessoas com uma forte presença de energia “azul e vermelho” do perfil das cores de Thomas Erikson, descrito no livro “Rodiados de Idiotas”. Costumo encontrar nas pessoas com a prevalência de energia “ Verdes e Amarelos (eu uso Laranja da versão de Pedro Vieira” esses pecam por grandes convulsões emocionais em qualquer esfera da vida. 

Tudo isto, ignorado dentro de uma organização representa uma panela de pressão com a válvula obstruída.

Estudos científicos tem evidenciado que as competências técnicas sozinhas não são suficientes para o sucesso de indivíduos ou das organizações. Todos conhecemos histórias de pessoas com um grande capital técnico, no entanto possuem grandes falhas no saber ser e saber estar, o que compromete a interação e colaboração, factores chave de trabalho em equipa. É aqui que entra o apela ao desenvolvimento da inteligência emocional em toda a sua dimensão, sendo que em alguns casos a sua contribuição para o sucesso é de 80% face aos 20% de competências técnicas.

Se uma organização ou indivíduo deseja iniciar uma jornada de desenvolvimento da inteligência emocional, que seja pelas emoções.

Entende-se por emoções mecanismos de defesa e sobrevivência humana, que dispararam em forma de alarmes perante situações de perigos ou ameaças, impelindo-nos impulsivamente à ação sem recursos à razão. É nesses casos que se dá o colapso ou sequestro emocional, quando as emoções aquecem a ponto de aniquilarem a razão, e perdemos o controlo do nosso comportamento, com resultados catastróficos para as relações.

As pessoas passam mais tempo no trabalho de que com a família. As disfunções emocionais afetam aqueles que estão mais próximos de nós. Gerir as emoções no local do trabalho devia ser uma preocupação de toda a organização, de cada profissional e do líder em particular.

Três dicas para lidar com as emoções no contexto de trabalho

Aceitar que as emoções estão presentes em todas a interações humanas

Todas as emoções tem uma utilidade. Foram graças à eles que os nossos antepassados sobrevieram as intempéries, aos animais ferozes e aos tribos hostis. Existem 5 emoções básicas a todos os seres humanos, que estão presente no nosso dia a dia: 

RAIVA , que serve para produzir energia para lutar ou fugir perante ameaças físicas ou psicológicas; MEDO que impõe cautela, prepara o organismo para fugir ou lutar, REPULSA que nos mantém afastados de tudo o que é tóxico e repulsivo, TRISTEZA que nos ajuda a adaptar a perda, nos permite momentos de contemplação ALEGRIA que permite o organismo recuperar do efeito das outras emoções. 

Aceitar que essas emoções são úteis permite-nos lidar eficazmente com elas em vez de tentar livrar-nos delas, sobre tudo as que interpretamos como negativas, como se fosse uma multa que não queremos pagar. Só que, como frisa Paulo Moreira, autor da obra “Inteligência Emocional – abordagem prática”, se o afugentamos um dia ele volta com juros.

Conhecer as nossas emoções e as dos outros 

A inteligência emocional é definida pela capacidade de identificarmos as emoções em nós e nos outros. O grande de desafio nas organizações é identificar o termómetro emocional de cada colaborador de forma a saberem como responder a situações limites.

Começa por promover e incentivar o autoconhecimento. Existem pessoas com maior sensibilidade outras com maior distanciamento emocional. 

Tomemos o exemplo do perfil das cores de Thomas Erikson, que descreve as pessoas com a energia vermelha como as que menos valorizam as questões emocionais e as com energias verde as que carregam os desafios neste sentido. 

Ele explica que as pessoas de energia vermelha tendem a ter explosões emocionais face aos desagrados, embora a seguir fica tudo normal. Não conseguem perceber porque as pessoas com energia verde, tendem a não dizer o que pensam e a carregam mágoas por muito tempo. 

Esta perceção sobretudo da parte de quem lidera é fundamental criar planos estratégicos para a fúria das pessoas vermelhas e a fuga das pessoas verdes.

Conhecer as nossas emoções permite-nos proteger-nos dela. Perceber a que grau a minha água ferve, permite-me saber quando parar de colocar acha na fogueira. Isto porque as emoções nascem de estímulos internos (pensamento ou sentimento), ou de estímulos externos (algo que vimos, ouvimos), que cria em nós uma sensação de perigo e a necessidade de defender ou fugir. Essa sensação vai crescendo enquanto mantemos exposto ao estimulo, chega mesmo a escalar, conforme explica a roda das emoções. 

As emoções manifestam-se no corpo, podemos sentir em nós ou observar no outro, conforme o quador abaixo. A identificação permite-nos identificar e eliminar a fonte que está a alimentar o estimulo e criar pontos de fuga para esvaziar o balão que se vai enchendo.


Sinais internos de alteração emocional

Sinais externos de alteração emocional
Frio no estômago ou na barrigaRevirar dos olhos
Suor nas mãosFranzir das sobrancelhas
Boca seca ou amargaExcessiva ges culação dos braços
Tremor nas pernasElevação do tom de voz
Surto de calor sobretudo na faceRubor na face

Estratégias para lidar com as emoções nas organizações

O sucesso de uma equipa depende largamente da relação entre os seus membros. As organizações que investem na gestão de relacionamentos conseguem compreender as necessidades emocionais dos seus colaboradores, o que permite criar um forte capital emocional, essencial para exceder nos tempos bons e resistirem aos tempos maus. Dizem que na normalidade somos todos bons, é no caos que os excelentes se revelam. O potencial emocional é um diferencial no contexto profissional.

Para que a sua equipa consiga lidar de forma positiva com as emoções, podes:

Criar momentos de lazer. Lazer permite conhecer o lado mais humano das pessoas com quem trabalham e criar espaço de empatia. Teambuilding é uma excelente ferramenta para isso, sobretudo no contexto pós COVID:

Criar momentos de reflexão sobre as emoções. Se cada um estiver ciente do tamanho do seu paviu emocional, e as consequências de um sequestro emocional, se todos tiverem a noção da quantidade de água com que cada um ferve, será mais fácil estratégias coletivas para responder a eventuais situações delicadas.

Criar momentos de contribuição coletiva. Nada cria uma ligação afetiva entre os elementos da equipa, contribuirem juntos por uma causa. Isso desperta emoções positivas como compaixão, gratidão, satisfação o que aumenta o capital emocional.

Criar momentos de partilha de refeições. Comer juntos são das formas mais fáceis de criar ligações emocionais entre os colegas.

Promover ações de desenvolvimento pessoal conjunto, sobretudo na área de desenvolvimento pessoal, com destaque para a inteligência emocional.

Criar momentos de enfrentar desafios e testar limites juntos. São espaços para testar e treinar a temperatura emocional.

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